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Quando ter opinião virou mais importante do que ter conhecimento.

26 de ago.
11 min de leitura

Talvez uma das frases mais difíceis de pronunciar atualmente seja também uma das mais simples da língua portuguesa: “eu não sei”.


Não porque a ignorância tenha desaparecido. Ao contrário. O conhecimento humano nunca foi tão vasto, tão especializado e, justamente por isso, tão impossível de ser dominado por uma única pessoa. O problema é outro: admitir que não se sabe parece ter se tornado uma espécie de constrangimento social.


É preciso saber.

Mais ainda: é preciso responder.

E responder rapidamente.


A velocidade passou a valer mais do que a reflexão. A segurança com que alguma coisa é afirmada frequentemente impressiona mais do que as razões que sustentam aquilo que está sendo dito. Entre a dúvida de alguém que estudou durante anos determinado assunto e a certeza absoluta de quem assistiu a um vídeo de quarenta segundos, não é raro que o segundo pareça mais convincente.


Criou-se, assim, uma curiosa inversão.

Nunca houve tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, talvez nunca tenha sido tão necessário distinguir informação de conhecimento.

São coisas bastante diferentes.

Informação chega.

Conhecimento exige percurso.


Informação pode ser recebida em alguns segundos. Conhecimento demanda comparação, contexto, leitura, contradição, memória, experiência, método e, em determinados assuntos, anos de estudo.

Uma notícia informa.

Um título sugere.

Um vídeo explica alguma coisa.

Uma frase resume.


Mas nenhum deles, isoladamente, transforma alguém em conhecedor de um assunto complexo.


O drama do nosso tempo talvez esteja justamente aí: a facilidade de acesso ao fragmento produziu em muita gente a sensação de domínio do todo.


A opinião deixou de ser conclusão e virou ponto de partida.


Ter opinião é uma conquista civilizatória.


Uma sociedade democrática depende de pessoas capazes de pensar, discordar, questionar autoridades, avaliar governos, discutir costumes e participar das decisões coletivas. O problema jamais esteve no direito de opinar.


Está na transformação da opinião em algo imune ao conhecimento.


Durante muito tempo, ao menos como ideal, imaginava-se um percurso relativamente lógico: uma pessoa conhecia determinado assunto, reunia informações, ouvia argumentos, pensava sobre eles e então formava uma opinião.


O caminho parece estar sendo frequentemente percorrido ao contrário.

Primeiro surge a opinião.

Depois procuram-se elementos capazes de confirmá-la.

É uma diferença brutal.

No primeiro caso, os fatos ajudam a construir uma convicção.

No segundo, os fatos são selecionados de acordo com uma convicção previamente construída.


A pessoa não procura saber se está certa. Procura munição para continuar certa.

E a internet tornou essa operação extraordinariamente fácil.


Para praticamente qualquer crença, suspeita, teoria, preconceito ou certeza prévia, existe algum vídeo, alguma postagem, algum autoproclamado especialista ou alguma página disposta a fornecer aparência de fundamento.


Não é mais necessário enfrentar a desagradável experiência de descobrir que se pode estar errado.

Basta procurar um pouco mais.

O algoritmo encontrará companhia.


A manchete como diploma.


Uma pesquisa publicada na Nature Human Behaviour analisou mais de 35 milhões de publicações no Facebook e encontrou um comportamento desconcertante: aproximadamente três quartos dos links compartilhados haviam sido encaminhados sem que a pessoa tivesse clicado neles antes.


O dado merece alguns segundos de silêncio.


Significa que, em uma quantidade imensa de situações, alguém decidiu que determinada informação merecia ser distribuída antes mesmo de conhecê-la integralmente.


A manchete bastou.

Talvez nem ela.

Às vezes basta que o título pareça confirmar aquilo em que já se acredita.

O fenômeno é bastante reconhecível no cotidiano.


Alguém recebe uma notícia no grupo da família. O título provoca indignação. Em segundos, o conteúdo é encaminhado para outros grupos acompanhado de comentários indignados.


Horas depois descobre-se que a notícia dizia exatamente o contrário.

Ou era antiga.

Ou o título estava fora de contexto.

Ou o acontecimento ocorreu em outro país.

Ou a declaração havia sido cortada.

Ou simplesmente era mentira.

Mas até lá a indignação já percorreu centenas de celulares.

A correção nunca viaja com a mesma velocidade.

É compreensível.

A mentira que confirma uma convicção oferece prazer.

A correção que a desmonta cobra um preço.


Quando a opinião deixa de falar sobre o mundo e começa a falar sobre quem se é.


Existe ainda uma camada mais profunda nesse processo.


As pessoas não defendem apenas ideias. Frequentemente passam a construir identidades a partir delas.


Política, religião, costumes, alimentação, ciência, economia, futebol e até escolhas de consumo podem assumir características de pertencimento.


A opinião deixa de ser simplesmente uma interpretação da realidade e passa a responder a uma pergunta muito mais íntima:


“Quem sou eu?”


Quando isso acontece, mudar de opinião se torna muito mais difícil.


Se determinada crença faz parte da identidade de alguém, apresentar uma evidência contrária já não é percebido apenas como contestação de uma ideia. Pode ser sentido como agressão à própria pessoa.


Talvez por isso tantas discussões contemporâneas terminem em ofensa.

Não se debate mais apenas o argumento.

Julga-se o caráter daquele que pensa diferente.


O adversário não está apenas errado. Ele precisa ser ignorante, desonesto, perverso, vendido, fanático ou moralmente inferior.


Assim desaparece uma das condições fundamentais do pensamento: a possibilidade de que alguém decente, inteligente e bem-intencionado possa chegar a uma conclusão diferente.


A discordância deixa de produzir curiosidade.

Produz hostilidade.


Pesquisas recentes sobre humildade intelectual têm encontrado justamente a relação inversa. Pessoas mais capazes de reconhecer os limites do próprio conhecimento tendem a demonstrar menor hostilidade diante de adversários políticos e maior disposição para conversar com quem pensa diferente.


Não significa ausência de convicção.

Significa alguma coisa muito mais sofisticada:

ter convicções sem acreditar que elas transformam seus portadores em proprietários da verdade.


O curioso prestígio da certeza.


Há algo sedutor na pessoa absolutamente segura.

Ela fala sem hesitar.

Não utiliza “talvez”.

Não diz “depende”.

Não precisa verificar.

Não faz distinções.

Não considera exceções.

Sua explicação cabe em alguns minutos e resolve problemas que mobilizam universidades inteiras há décadas.


Pobreza?

Ela explica.


Inflação?

Também.


Criminalidade, educação, mudança climática, sexualidade, guerras internacionais, vacinas, inteligência artificial, legislação, psicologia, política fiscal?

Tudo parece espantosamente simples.


A realidade, contudo, raramente possui a elegância das certezas absolutas.

Quanto mais alguém estuda seriamente determinado campo, mais frequentemente encontra nuances, disputas, exceções e perguntas ainda sem resposta.


Não é coincidência.

Conhecimento não elimina apenas a ignorância.


Ele também revela a dimensão daquilo que ainda não se sabe.

Esse é um dos paradoxos mais interessantes da inteligência: aprender aumenta respostas, mas também aumenta perguntas.


O estudo clássico dos psicólogos Justin Kruger e David Dunning, publicado em 1999, tornou popular uma discussão importante sobre a relação entre competência e autoavaliação. Seus experimentos mostraram que participantes com desempenho muito baixo em determinadas tarefas podiam superestimar significativamente a própria capacidade.


A conclusão não deveria ser transformada naquela caricatura frequentemente repetida nas redes — “todo ignorante acha que sabe tudo”. O fenômeno é mais interessante do que isso.


Para reconhecer determinados erros, muitas vezes é necessário possuir justamente algum conhecimento sobre aquilo que está sendo avaliado.


Quem desconhece completamente a complexidade de uma área também pode desconhecer a dimensão do próprio desconhecimento.

Há quem não saiba.

E há quem ainda não saiba que não sabe.

Esta segunda condição é muito mais perigosa.


A indignação tornou-se uma forma de moeda.


As plataformas digitais não inventaram a vaidade, o preconceito, a mentira ou a arrogância intelectual.


Tudo isso existia muito antes do primeiro smartphone.


Mas criaram um ambiente particularmente eficiente para premiar determinadas características humanas.


Entre elas, a indignação.


Pesquisas recentes demonstraram que conteúdos capazes de provocar revolta possuem enorme capacidade de circulação e que informações falsas podem explorar justamente essa emoção para serem compartilhadas.


Há uma razão quase intuitiva para isso.


Ninguém interrompe o almoço para encaminhar aos amigos uma análise equilibrada que exige quinze minutos de leitura.


Mas uma denúncia aparentemente escandalosa, especialmente quando confirma o que já se pensa sobre algum adversário, pede ação imediata:

“Olha isso!”

“Absurdo!”

“Eu sabia!”

“Compartilhe antes que apaguem!”


Nesse instante, a indignação substitui a verificação.

Sentir parece suficiente para provar.


A intensidade da emoção passa a funcionar como certificado de veracidade.

Só que uma mentira revoltante continua sendo mentira.

E uma verdade desconfortável não se torna falsa porque produz incômodo.


O problema atravessa todas as trincheiras.


Seria intelectualmente cômodo transformar esse fenômeno em defeito exclusivo dos outros.

Da direita.

Da esquerda.

Dos religiosos.

Dos ateus.

Dos conservadores.

Dos progressistas.

Dos mais velhos.

Dos jovens.

Dos pouco escolarizados.

Dos intelectuais.

Mas seria repetir exatamente o comportamento que se pretende criticar.

Nenhum grupo possui monopólio sobre a irracionalidade.


Pessoas extremamente instruídas também são capazes de selecionar evidências convenientes, racionalizar preconceitos, defender interesses e recusar informações que ameaçam suas identidades.


Diploma não vacina ninguém contra arrogância.

Inteligência tampouco.


Às vezes, uma pessoa intelectualmente habilidosa torna-se apenas mais competente para construir argumentos em defesa daquilo que já queria acreditar.


Por isso o problema não se resolve simplesmente acumulando informação.

Ele exige uma virtude menos vistosa.

Humildade intelectual.


“Eu não sei” é uma resposta adulta.


Humildade intelectual não significa aceitar qualquer argumento, abandonar convicções ou imaginar que todas as opiniões possuem o mesmo valor.


Não possuem.


Há questões sobre as quais existe evidência científica robusta. Há fatos verificáveis. Há conhecimentos acumulados durante décadas ou séculos. Há especialistas que estudaram profundamente seus campos.


Respeitar conhecimento não significa transformar especialistas em criaturas infalíveis.

Significa compreender que uma opinião pessoal não adquire o mesmo peso de uma evidência apenas porque foi expressa com entusiasmo.


Humildade intelectual é conseguir dizer:

“Não conheço suficientemente esse assunto.”

“Preciso ler mais.”

“Posso estar enganado.”

“Essa informação mudou aquilo que eu pensava.”

“Não tenho elementos para responder.”

Parecem frases frágeis.

Não são.


Exigem muito mais maturidade do que inventar uma certeza.


Talvez o grande salto intelectual de uma pessoa aconteça quando ela deixa de interpretar a mudança de opinião como humilhação.


Mudar diante de evidências melhores não significa perder uma discussão.

Significa ter aprendido alguma coisa.


Curiosamente, pesquisas recentes associam a humildade intelectual justamente a comportamentos de investigação: conferir informações, procurar perspectivas diferentes e demonstrar maior disposição para rever crenças falsas.


Existe força nisso.


A mente verdadeiramente aberta não é aquela que acredita em qualquer coisa.

É aquela que sabe fechar a porta para aquilo que não resiste às evidências e abrir outra quando surgem razões melhores.


Nem toda opinião merece o mesmo peso.


Há uma frase muito repetida segundo a qual “cada um tem sua opinião”.

Está correta como princípio de liberdade.

Mas incompleta como princípio de conhecimento.

Cada pessoa tem direito à própria opinião.

Isso não significa que todas as opiniões sejam igualmente fundamentadas.


Se uma ponte apresenta rachaduras, a opinião de um engenheiro estrutural tem uma qualidade diferente da opinião de quem passou de carro por ela.


Se uma criança apresenta determinada condição clínica, um pediatra possui instrumentos que alguém fora da área não possui.


Se uma questão jurídica envolve interpretação constitucional, anos de estudo de Direito importam.


Se a discussão envolve uma epidemia, epidemiologistas sabem coisas que uma busca rápida na internet provavelmente não ensinará.


Isso não é elitismo.

É divisão social do conhecimento.

Uma civilização funciona justamente porque ninguém precisa dominar tudo.


O médico não precisa projetar o avião em que viaja.

O piloto não precisa compreender profundamente o sistema elétrico da cidade onde mora.

O engenheiro não precisa produzir os medicamentos que utiliza.


A inteligência coletiva nasce do reconhecimento de que as pessoas sabem coisas diferentes.


O problema começa quando consultar o especialista passa a ser interpretado como submissão e a ignorância recebe o nome mais elegante de “opinião pessoal”.


O desaparecimento do tempo de pensar.


Talvez uma parte importante dessa crise esteja na velocidade.

Pensar é uma atividade lenta.

As redes são rápidas.

Pensar exige suspensão.

As redes exigem reação.

Pensar tolera ambiguidade.

As redes premiam posicionamento.

Pensar permite silêncio.


As redes perguntam permanentemente:

“O que você está pensando?”


Talvez fosse saudável responder algumas vezes:

“ainda não sei”.


O ser humano passou milênios buscando ampliar a capacidade de armazenar conhecimento. Inventou a escrita, bibliotecas, universidades, imprensa, enciclopédias, computadores e finalmente uma rede capaz de colocar parte considerável da informação humana ao alcance de poucos movimentos dos dedos.


O resultado contém uma ironia extraordinária.

Conseguiu-se acessar quase tudo.

Mas não necessariamente se aprendeu a compreender melhor.

Porque informação abundante não produz automaticamente sabedoria.


Uma biblioteca não torna sábio quem apenas fotografa suas estantes.

Ter acesso ao Google não significa saber pesquisar.

Assistir a vídeos sobre filosofia não equivale a estudar filosofia.

Ler manchetes de economia não transforma alguém em economista.

Seguir perfis de ciência não produz formação científica.

Conhecimento exige uma relação diferente com o tempo.

Exige permanecer diante de alguma coisa depois que ela deixou de ser divertida.


As redes também podem ensinar.


Seria injusto terminar a reflexão transformando tecnologia em vilã.

Ela não é.


Um estudo experimental publicado em 2025 acompanhou mais de três mil pessoas na França e na Alemanha e encontrou um resultado interessante: participantes orientados a seguir veículos jornalísticos confiáveis pelo Instagram e WhatsApp melhoraram seu conhecimento sobre assuntos atuais e sua capacidade de distinguir notícias verdadeiras de falsas.


É uma informação importante porque impede uma conclusão preguiçosa.

O problema não está simplesmente nas redes sociais.

Está também no modo como elas são utilizadas.


A mesma tela que espalha uma falsidade pode permitir acesso a uma universidade, a um jornal de qualidade, a uma biblioteca digital, a uma aula extraordinária ou ao trabalho de pesquisadores que antes seriam inacessíveis para milhões de pessoas.


Nunca houve tanta possibilidade de aprender.

E talvez nunca tenha existido tanta facilidade para escolher não aprender.

A ferramenta não resolveu o problema humano fundamental:

o desejo de estar certo.


Uma sociedade incapaz de duvidar torna-se fácil de manipular.


Existe ainda uma consequência política nesse fenômeno.


Uma sociedade democrática precisa de algum território comum de realidade.


As pessoas podem discordar sobre impostos, segurança pública, tamanho do Estado, políticas sociais, costumes ou prioridades econômicas.

Isso é democracia.


Mas para discutir o que deve ser feito é necessário, antes, possuir alguma possibilidade de acordo sobre o que aconteceu.


Quando cada grupo passa a possuir seus próprios fatos, suas próprias fontes incontestáveis e sua própria versão hermeticamente fechada da realidade, o debate público começa a se desfazer.


O Digital News Report 2026, do Reuters Institute, registrou que a confiança geral dos brasileiros nas notícias caiu para 36%, o menor patamar da série de doze anos do levantamento. Quase metade dos entrevistados disse evitar notícias algumas vezes ou frequentemente.


O dado não deve servir para exigir confiança cega na imprensa.

Jornalistas erram. Veículos possuem linhas editoriais. Empresas têm interesses. Instituições precisam ser fiscalizadas.


Mas existe enorme diferença entre criticá-las e concluir que qualquer vídeo publicado por alguém desconhecido merece mais confiança simplesmente porque diz aquilo que se gostaria de ouvir.


Desconfiança saudável pergunta.

Desconfiança absoluta acredita em qualquer coisa.


Talvez seja hora de recuperar o prestígio da dúvida.


Durante séculos, alguns dos maiores avanços do conhecimento nasceram de uma pergunta.


Não de uma certeza.


Ciência começa quando alguém desconfia de uma explicação insuficiente.

Filosofia começa quando aquilo que parecia óbvio deixa de parecer.

Educação verdadeira não entrega apenas respostas; ensina a formular perguntas melhores.

Talvez seja essa capacidade que precise ser recuperada.

Não há dúvida covarde de quem nunca assume posição.


Mas a dúvida inteligente de quem compreende que convicção e revisão podem habitar a mesma pessoa.


É possível defender uma ideia firmemente e continuar disposto a examiná-la.

É possível discordar sem transformar o outro em inimigo.

É possível reconhecer autoridade intelectual sem praticar culto à autoridade.

É possível admitir ignorância sem sentir vergonha.

E é possível pronunciar três palavras sem diminuir a própria inteligência:

“Eu não sei.”


Talvez elas sejam, paradoxalmente, uma das demonstrações mais honestas de inteligência disponíveis.


Porque o ignorante não é simplesmente aquele que desconhece alguma coisa. Todos desconhecem incontáveis coisas.


O problema começa quando alguém transforma o desconhecimento em certeza, a certeza em identidade e a identidade em trincheira.


Nesse ponto, já não importa descobrir o que é verdadeiro.

Importa vencer.


E talvez seja precisamente essa a pobreza intelectual de uma época que oferece a quase todos acesso a uma quantidade de conhecimento que reis, filósofos e cientistas do passado sequer poderiam imaginar: diante da maior biblioteca da história humana, corre-se o risco de formar uma sociedade que lê o título, escolhe um lado e começa a gritar.


Conhecimento nunca exigiu que uma pessoa soubesse tudo.

Exigiu algo muito mais difícil:

que ela soubesse até onde realmente sabe — e tivesse coragem de caminhar além.


Se este texto tocou você de alguma forma, deixe um comentário se desejar e, sobretudo, compartilhe — o mundo precisa de mais leveza, mais leitura, mais gente disposta a refletir e mais horizontes capazes de iluminar novos caminhos.


Ismênio Bezerra

Bibliografia


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