Irmã Dulce, eternizada como o “Anjo Bom da Bahia” e reconhecida como Santa Dulce dos Pobres, não apenas atravessou o tempo — ela o iluminou. Sua vida foi menos um percurso e mais um gesto contínuo de entrega, uma tradução concreta do amor que se recusa a permanecer apenas no discurso. Onde muitos viam abandono, ela via presença; onde havia carência, ela construía cuidado. Em uma época marcada por exclusões silenciosas e desigualdades naturalizadas, quando os invisíveis perman