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As pessoas já não querem ser amadas. Querem ser vistas.
Houve um tempo em que as pessoas escreviam cartas. Hoje, elas publicam stories. A diferença entre uma coisa e outra talvez explique silenciosamente a tragédia emocional do nosso tempo. Cartas eram destinadas a alguém. Stories são lançados ao vazio, na esperança de que alguém reaja. Não importa exatamente quem. Importa que alguém veja. Que alguém valide. Que alguém confirme, ainda que por segundos, a própria existência. A sociedade contemporânea transformou o afeto em audiênci
Ismênio Bezerra
16 de mai.5 min de leitura


Lucro a partir do ódio
Nos últimos anos, observa-se um crescimento consistente do uso das redes sociais como vetores de disseminação de discursos de ódio. Esse fenômeno, no entanto, não pode ser compreendido apenas como expressão espontânea de intolerância. Em muitos casos, trata-se de uma dinâmica estruturada, na qual diferentes atores — BigTechs, líderes religiosos, influenciadores e políticos — encontram incentivos econômicos, simbólicos e de poder para explorar e amplificar a polarização. No ca
Ismênio Bezerra
10 de jul. de 20234 min de leitura


Big Techs, censura, direitos e liberdade de expressão.
As grandes empresas de tecnologia — conhecidas como Big Techs, como Google, Meta (Facebook/Instagram), Amazon, X/Twitter, entre outras — exercem hoje um poder sem precedentes sobre a vida cotidiana, a cultura, a política e a democracia. Sua influência ultrapassa o campo econômico e tecnológico, alcançando dimensões sociais, simbólicas e institucionais que afetam diretamente a forma como as pessoas se informam, se relacionam, constroem opiniões e participam da vida pública. Um
Ismênio Bezerra
14 de mar. de 20234 min de leitura
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