Nos últimos anos, observa-se um crescimento consistente do uso das redes sociais como vetores de disseminação de discursos de ódio. Esse fenômeno, no entanto, não pode ser compreendido apenas como expressão espontânea de intolerância. Em muitos casos, trata-se de uma dinâmica estruturada, na qual diferentes atores — BigTechs, líderes religiosos, influenciadores e políticos — encontram incentivos econômicos, simbólicos e de poder para explorar e amplificar a polarização. No ca