Há um tipo de grandeza que não faz barulho. Ela não pede palco, não exige anúncio, não se impõe como urgência. Apenas acontece — como a luz mansa que entra pela fresta da janela num domingo, como o vapor discreto de um café recém-passado, como a presença de alguém que não precisa provar nada para ficar. O mundo acostumou as pessoas a procurar o extraordinário longe: na próxima viagem, no próximo salário, no próximo amor “sem defeitos”, no próximo marco que finalmente validará