Quando a humanidade aprendeu a conversar mais depressa, talvez tenha desaprendido a permanecer.
Houve um tempo em que as pessoas esperavam.
Esperavam o carteiro dobrar a esquina. Esperavam o barulho da bicicleta. Esperavam o portão bater. Esperavam dias, às vezes semanas, para receber algumas folhas de papel que carregavam notícias, saudades, confissões, pedidos de perdão, promessas de reencontro ou, simplesmente, a delicadeza de alguém dizer: "lembrei de você".