Há gente que acorda cedo não para trabalhar, estudar, amar ou melhorar como ser humano. Acorda cedo para fiscalizar a vida dos outros. É quase uma vocação. Uma espécie de Receita Federal da moralidade alheia. Se pudesse, esse tipo de pessoa criaria boleto para pecado, aplicativo de vigilância de comportamento e um disque-denúncia para roupas curtas, beijos demorados, opiniões divergentes e felicidade fora do padrão. Eu, sinceramente, quero distância de gente santa demais. De