Vivemos uma era em que o rosto deixou de ser o que é — para se tornar o que pode ser editado. Não se trata mais de registrar a realidade, mas de corrigi-la. E, nesse processo aparentemente inofensivo, talvez estejamos assistindo a uma das mais sutis formas de negação de si mesmo. Os filtros digitais nasceram como brincadeira, evoluíram como estética e se consolidaram como padrão. Hoje, são quase invisíveis — tão incorporados ao cotidiano que já não sabemos mais distinguir o q